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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Saidinha de banco" em alta, mas SSP desmente.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo divulgou, ao final do mês de janeiro, as estatísticas sobre o índice de crimes em todo o Estado, no ano de 2010. Os dados revelaram redução em todos os delitos mas, na prática, não é bem o que vemos, pelo menos 'não' na modalidade "saidinha de banco".

Na tarde de ontem (21), André Luiz Dantas de Souza, um mecânico de 37 anos; foi assassinado em plena tarde numa das avenidas mais movimentadas de São Paulo, a Celso Garcia, no Tatuapé, zona leste da capital paulista. Souza esperava, em seu carro, por uma amiga que havia ido sacar dinheiro em uma agência do Banco Itaú quando foi surpreendido por um assaltante que, primeiramente, dirigiu-se à mulher na tentativa de subtrair-lhe a quantia sacada e, como ela correu de volta ao interior da agência para se refugiar, ele atirou contra ela e atingiu sua perna esquerda.

Vendo a movimentação, André Luiz, que aguardava a amiga com o carro ligado, tentou deixar o local mas foi alvejado por três tiros e morreu.  O criminoso disparou em André por não ter conseguido roubar o dinheiro que a mulher carregava, cerca de R$27mil.

Antes de subir na garupa de uma moto Falcon preta pilotada por seu comparsa, o assassino ameaçou pedestres apontando-lhes sua arma e fazendo menção de atirar. 

Segundo os primeiros dados levantados pela Polícia Civil, a mulher já entrou na agência portando, em sua bolsa, mais de R$7mil e foi monitorada por um homem que estaria envolvido com os outros dois bandidos. Naquela agência, ela sacou mais de R$19mil.

Por ter sido atingida com um tiro em sua perna, a dona de casa foi encaminhada para a  Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, após passar por exames, foi operada para a retirada do projétil e não corre risco de morte. Registrado como roubo no 52º Distrito Policial (Parque São Jorge), o caso passou para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Um erro e uma grande ilusão...

O erro está nas operações de saques feitos pela mulher; é do conhecimento de qualquer um que, infelizmente, hoje em dia não se pode sacar grandes quantias em dinheiro pois as chances de ser assaltado(a) em uma "saidinha de banco" são muito grandes. Ao contrário do que relatou o Secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, à época da divulgação da queda nos índices de crimes no Estado; esta modalidade de crime é crescente, principalmente na capital. A redução deste crime, segundo as estatísticas, é que é a grande ilusão (ou será a "grande mentira"?). É isso!

Lição criminosa! Matemática contraventora.

Imagine seu filho chegando em casa e pedindo para que você o ajude em alguns cálculos matemáticos. No seu tempo era "aritmética", mas as fórmulas são as mesmas. A diferênça é que, lá no "passado", nossos professores usavam, quase sempre, doces como exemplos a darem idéias de quantidades.

Mas em uma escola estadual de Santos, litoral sul de São Paulo; o professor que leciona para alunos do primeiro ano do ensino médio (primeiro colegial ou primeiro ano do segundo grau, também no "passado"-rs) usa um expediente voltado à criminalidade quando compõe a síntese de seus problemas.

Dê uma olhada:
1) "Zaróio" tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada, ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?

2) "Biroka" comprou dez gramas de coca pura que misturou com bi­carbonato na proporção de quatro partes de pó e seis de bicarbonato. A seguir, vendeu seis gramas dessa mistura ao "Cascudo" por 150R$ e 16 gramas ao "Chinfra" por R$40 a grama. Então:
a) Quem comprou mais barato? Cascudo ou Chinfra?
b) Quantas gramas Biroka preparou?
c) Qual a % de cocaína na mistura?

3) "Jamanta" comprou 200 gramas de heroína e pretende revender com um lucro de 20% graças ao batismo com pó de giz. Qual a quan­­tidade de giz que deverá colocar?

4) "Rojão" é cafetão na Praça Mauá e tem três prostitutas que trabalham para ele. Cada uma cobra 35R$ do cliente, dos quais R$20 são entregues a Rojão. Quantos clien­tes terá que atender, cada pros­tituta, para comprar a dose diária de crack no valor de R$150?

5) "Chaveta" recebe R$500,00 por BMW roubada, 125R$ por carro japonês e 250 reais por veículos 4x4. Co­mo já puxou duas BMW e três 4x4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$2.000,00?

- 6) "Pipôco" está na prisão por as­sassinato, pelo qual recebeu R$5mil. A mulher dele gasta, deste dinheiro, 75R$ por mês. Quanto dinheiro vai restar quando "Pipôco" sair da prisão, daqui a quatro anos?

O professor foi acusado de fazer apologia ao crime por abordar, em seus problemas, temas como tráfico de drogas, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo.

A denúncia foi feita pelos pais de uma aluna de 14 anos, da Escola Estadual João Octávio dos Santos, no morro do São Bento, periferia de Santos;  que se surpreenderam com os textos dos exercícios e, após procurarem a diretoria do colégio para relatar o fato, registraram boletim de ocorrência na DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes).

De acordo com o boletim de ocorrência, o professor foi chamado à sala da diretora e confirmou que havia aplicado tais questões, escrevendo-as na lousa, mas sem esclarecer sobre os motivos que o levaram a formular o exercício. Ele ainda teria dito ao padrasto da aluna que, como ela não havia respondido às questões em sala de aula,  não era mais necessário respondê-las. Tem um senso de humor muito exagerado este professor, só faltava ele dizer: "e eu ainda vou tirar 5 pontos dela por ela não ter me entregue os problemas respondidos".

O delegado titular da DISE, Francisco Garrido Fernandes, instaurou inquérito para apurar a ocorrência e o professor e a diretora da escola já estão sendo ouvidos. Se o professor "fanfarrão" for condenado por apologia ao crime, poderá receber punição de três a seis meses de detenção. “É um delito de menor potencial ofensivo e, se o juiz o condenar, pode aplicar pena de prestação de serviços”, explicou ele, respondendo que não tem conhecimento da existência de bandidos na cidade com os apelidos que o professor usou em seus "personagens".

Na contra-mão desta notícia, ainda há relatos de alunos que defendem o professor revelando que ele, além de dominar e saber ensinar a matéria de forma a se fazer entender, é muito extrovertido e bem humorado. E bota "humor" nisto.

Infelizmente a criminalidade faz parte do cotidiano de milhares de jovens e adolescentes em todo o país mas daí levá-la a todos, inserida em problemas de matemática cujos resultados serão, sempre, favoráveis aos criminosos; aí é loucura, para dizer pouco. É isso!

De novo choveu forte e, de novo, São Paulo parou!

Mais um dia de verão em que as chuvas torrenciais, que caem no meio ou no final das tardes, em São Paulo; transformam as vidas de motoristas, e até de pedestres, em um verdadeiro teste de resistência mental e psíquica. Difícil controlar a ira contra os administradores públicos e, principalmente, contra parte da população suja, que vive em São Paulo, quando vemos tudo alagado, quando nos vemos ilhados.

Novamente o céu escureceu por volta das 15hs e a aproximação do dilúvio era anunciada.

Da série "Mais do Mesmo", as mesmas ruas alagaram, outras tiveram alagamentos inéditos, outros pontos revelaram-se transitáveis e, os mais azarados, intransitáveis. 

Em razão da forte chuva, diversos bairros ficaram sem eletricidade. Entre os mais afetados estavam a Vila Mariana, Vila Maria, Mooca, Santana, Tremembé, Socorro e Tatuapé, de acordo com a concessionária AES Eletropaulo. O município de Diadema também ficou sem energia elétrica.

A razão para a interrupção no fornecimento de energia, segundo nota da AES, foram ventos, que ultrapassaram 100km/h, e raios que afetaram a rede aérea de eletricidade. Ainda segundo a empresa, até as 19h a energia já havia sido restabelecida em 55% das ocorrências.

Ontem (20), na zona oeste de São Paulo; uma mulher que orientava os frequentadores do Parque Villa-Lobos a se refugiarem em local seguro para não serem atingidos por descargas elétricas, a segurança Maria Aparecida Bueno, 45 anos, acabou sendo atingida por um raio. Ela está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, respira com a ajuda de aparelhos e seu estado de saúde é grave.

Na rua Pedro Vicente, bairro da Armênia, região central de São Paulo; pedestres foram obrigados a disputar o asfalto com os carros já que a calçada estava completamente tomada por água e muito lixo. No cruzamento desta rua com a avenida Cruzeiro do Sul, o caos foi instaurado por motoristas insensatos que, adeptos da "lei de Gerson" (levar vantagem em tudo, sobretudo e sobre todos), fecharam os cruzamentos e, quando conseguiram, seguiram adiante mesmo com o semáforo fechado.

Por falar em semáforo: novamente eles entrarem em estado de inércia, bem como o órgão que os administra, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Durante a tempestade, dificilmente vê-se um agente, carinhosamente chamado de "marronzinho", apelido odiado por eles; orientando o trânsito ou tomando medidas de prevenção a acidentes. Mas é só parar de chover e eles retornam com seus talõezinhos e canetas, prontos para multar motoristas que, ilhados em algum ponto de alagamento da cidade, acabam excedendo o horário limite do rodízio e, por isso, são multados.

Mais de 40 pontos de alagamentos; mais de 300kms de lentidão; mais de 100 cruzamentos com semáforos desligados ou no "amarelo piscante"... Mais do mesmo. É isso!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Forças policiais de São Paulo reprimem como na ditadura.

Era para ser uma manifestação pacífica mas, o que se assistiu na região do Vale do Anhangabaú, na tarde e início da noite da última quinta-feira (17), foi uma batalha campal. Integrantes do Movimento Passe Livre e estudantes da cidade de São Paulo se reuniram para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, na capital paulista, que subiu de R$2,70 para 3R$, cerca de 5% acima da inflação.

Por volta das 17hs, acorrentados nas catracas que controlam o acesso ao interior do edifício sede da prefeitura paulistana, seis estudantes permaneciam sentados no chão, na esperança de serem recebidos pelo secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado; o que não aconteceu.

Então, policiais militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana foram destacados para a prevenção de tumultos e depredações na região central, em decorrência da movimentação dos manifestantes; mas acabaram agindo como nos tempos de ditadura militar. Entraram em confronto agredindo, violentamente, estudantes, jornalistas, fotógrafos e vereadores, presentes no protesto. A confusão começou depois que os manifestantes tentaram derrubar as grades que isolavam a entrada da Câmara dos Vereadores, no centro de São Paulo.

Inicialmente, os manifestantes atiraram pequenos objetos e bexigas com água na direção das forças policiais. Objetos pequenos e bexigas com água que não poderiam ferir ninguém, certo? Mas foram reprimidos com bombas de gás lacrimogênio, gás pimenta e muita borrachada.

Os vereadores Juliana Cardoso, Donato e José Américo, ambos do PT, tentaram impedir que a PM revidasse da forma que revidou, mas a tentativa foi em vão e eles também acabaram vítimados pela fúria dos policiais.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que "não é possível compreender e aceitar a violência usada, nesta quinta-feira, por manifestantes que protestam contra a tarifa do sistema de transporte público da cidade".

Ah vá... Atirar bexigas com água contra policiais é, sim, um ato de desrespeito; mas daí dizer que é violência... Nem no "Mundo Mágico de Oz" esta ação dos manifestantes seria vista como um ataque avassalador contra forças oponentes.

Os seis estudantes permaneceram acorrentados depois que o secretário de relações governamentais, Antônio Carlos Rizeque Maluf, afirmou não ser possível o agendamento de uma audiência com representantes da prefeitura e do movimento para discutir a revogação do aumento da passagem de ônibus na capital paulista.

Durante a manhã, integrantes do movimento se reuniriam com vereadores e o secretário Pedro Luiz de Brito Machado, mas, como ele não compareceu ao encontro, não houve negociação.

A organização do protesto espera concentrar 5.000 pessoas em frente à Câmara, depois de divulgar o ato pelas redes sociais da internet. Esta é a sexta manifestação feita pelo Movimento Passe Livre só neste ano.


A verdade é que o aumento não é apenas abusivo por estar 5% acima do índice de inflação do país, mas porque nosso transporte público é um lixo. Os ônibus são velhos, quebram, não possuem assentos adequados... enfim; não dá mesmo para pagar nem R$1 por uma passagem, imaginem 3 reais.

E também acho que não conquistamos, de verdade, a essência completa da tal "democracia". Ainda somos subjugados e proibidos de expressar nossas opiniões e nossas decepções com as atitudes inexplicáveis de nossos administradores, em pleno séc.XXI e, quando tentamos levar adiante nossas reivindicações, somos repreendidos com muita porrada, vendo nosso sangue escorrer pelo nosso corpo e pingar no asfalto enquanto somos arrastados por homens que deveriam nos proteger ou, pelo menos, evitar que entrássemos em ações de risco. É isso!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sem CNH e alcoolizado, homem mata casal, deixa filha órfã e é liberado...

...após pagar fiança de R$1mil. É exatamente isto que você acabou de ler!

Era por volta da 1h30 desta madrugada de sexta-feira quando o motorista Rosélio Alves Magalhães (40),  que vinha dirigindo seu Fiat Siena pela rua Frei Gaspar, no centro de São Bernardo do Campo (ABC paulista); teve seu veículo violentamente atingido por um Corsa que seguia pela avenida Faria Lima por um homem de 25 anos de idade, aparentemente, que não possui habilitação e apresentava síntomas de embriaguês. Um dos dois automóveis não respeitou o semáforo vermelho.

Com a colisão, frontal, o Siena acabou capotando e só parou depois de bater violentamente, com o teto, contra um poste. Rosélio e sua esposa, Cilene Teixeira Ribeiro (24), não resistiram e morreram, no local, poucos minutos depois.

No carro da família, que voltava de um hospital, também estava a filha do casal que, na tarde de ontem, havia sofrido uma queda, em sua escola, e reclamava de dores. A garota, de 9 anos, sofreu apenas ferimentos leves nas mãos. Ela foi retirada do carro pelo guarda civil Adriano Martins (32), que estava em um ponto de ônibus próximo ao cruzamento onde aconteceu a tragédia.

A filha do casal e o condutor do Corsa foram encaminhados ao hospital e ele, após ser medicado, foi conduzido ao 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo para prestar depoimento e ser submetido a exame de dosagem alcoólica no sangue. Depois destes procedimentos, o suspeito de ter causado o acidente foi autuado em flagrante por lesão corporal culposa, embriaguêz ao volante e homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). Mesmo assim, ele foi liberado, após pagar fiança de R$1mil, e responderá ao processo em liberdade.

Existem muitas outras ocorrências e situações que demonstram o quanto nosso Código Penal é controverso, ultrapassado e injusto; mas esta tragédia acaba retratando, de forma fidedigna, o tamanho real da sensação de impunidade que nossas leis dão àqueles que as infringem.

No carro do motorista não habilitado, haviam muitas latas de cerveja, todas vazias, e ele ainda admitiu, aos policiais que atenderam a ocorrência, ter bebido antes de dirigir. Pagando a "pechincha" de 500 reais por cada vida que ele "assassinou" por conta de sua irresponsabilidade, o homem foi liberado para responder ao duplo homicídio em liberdade, deixando uma criança traumatizada e órfã de pai e mãe. Que país é este? É isso!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Oscar Roberto Godoi é internado em estado grave após assalto.

O ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godoi, atualmente comentarista esportivo; foi baleado, por volta das 21h50 desta quarta-feira (16), durante tentativa de assalto na zona oeste de São Paulo, no bairro de Perdizes.

Segundo os primeiros policiais militares que atenderam a ocorrência, Godoi foi encaminhado ao Hospital das Clínicas por uma viatura do SAMU e seu estado de saúde é grave, correndo, inclusive, risco de morte. Apesar de não confirmadas pela polícia, as primeiras informações dão conta de que o ex-juiz foi atingido por três tiros.

O violento episódio aconteceu na rua Diana, altura do nº 531. O Centro de Operações da Polícia Militar de São Paulo (COPOM), recebeu ligação informando que um homem, baleado, agonizava na calçada após reagir à suposta tentativa de assalto.

Neste momento, 0h10; Godoi passa por cirurgia no HC.

A violência em São Paulo é crescente e, ainda que estatísticas tentem "maquiar" a realidade, a impunidade concedida pela não investigação de crimes de roubos e assaltos contribui para o aumento das ações criminosas na capital paulista. Se os dados revelam uma diminuição, uma coisa é certa: o paulistano, descrente em sua polícia, desistiu de registrar boletins de ocorrência. Até porque, fazer isto, é uma tremenda prova de paciência. Quando o escrivão não está numa ocorrência, está jantando; o delegado está colhendo depoimentos sobre outro crime e vai demorar para atender; o sistema caiu (a clássica). Enfim; as dezenas de obstáculos que encontramos quando tentamos registrar um boletim de ocorrência nos desestimula a fazê-lo e, por isso, o índice de criminalidade cai, óbvio.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Temporal pára São Paulo e cidade anoitece as 3 da tarde.

Dos episódios da coleção "Mais do Mesmo", novo temporal paralisa, de novo, a maior cidade do Brasil!
Com o tempo quente, as instabilidades associadas à uma frente fria, que avança lentamente pela costa paulista, ganharam força e, nesta tarde, provocaram temporal em todas as regiões paulistanas.
A chuva começou por volta das 15h. Na Freguesia do Ó, as águas acumularam 13mm até às 16:30. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado. 
Muita chuva também no Itaim Paulista, na zona leste, com 29mm. Em Cidade Ademar, zona sul da capital paulista, a chuva chegou mais tarde e, até às 16h30, o acumulado era de apenas 14mm. O temporal veio acompanhado de muitas descargas elétricas e rajadas de vento que ultrapassaram os 50Km/h. Até às 16h30 haviam 40 pontos de alagamentos, grande parte transitável e, a maioria, na zona leste. Houve registro de queda de granizo em pontos da zona sul paulista. Às 16h50, os radares meteorológicos já mostravam uma tendência de diminuição da chuva.
Além das dezenas de pontos de alagamentos espalhados por São Paulo, a chuva que atingiu a cidade  deixou pessoas ilhadas e prejudicou voos. Um raio atingiu a rede de trens e prejudicou a circulação. Uma árvore caiu sobre casas na zona leste de SP e, de acordo com a Infraero, o aeroporto de Congonhas, na zona sul, foi fechado para pousos e decolagens 16h12.
Toda a cidade foi colocada em estado de atenção para alagamentos pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura.
No Ipiranga, o córrego, que leva o nome do bairro da zona sul, transbordou na altura da avenida Ricardo Jafet com a rua Coronel Diogo. No local, a chuva acumulada era de 75mm. Na Vila Mariana, uma casa desabou!
Na região central da cidade, centenas de ruas alagaram e muitos carros foram atingidos e arrastados pela fúria das águas. Na foto, enquanto carros boiavam na rua Frederico Steidel, uma pesada tampa de galeria era arrancada pela enxurrada.

Eram 15hs quando o céu escureceu rapidamente e a tarde abafada de São Paulo logo foi substituída pela "noite". Nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, a iluminação dos postes foi acesa e todos os motoristas passaram a usar faróis baixos.

Dezenas de acidentes também prejudicaram o já tão transtornado trânsito paulistano, como este, da foto abaixo, que aconteceu na saída da avenida Elizabeth Condessa de Robiano, no Tatuapé, no acesso ao viaduto Engenheiro Alberto Badra, região da Aricanduva. O motorista Joaquim Renato Santana, 39 anos, reconheceu que entrou na curva em velocidade incompatível com o asfalto molhado e, aí, aconteceu o óbvio: a Kombí rodou e chapou no guard rail.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"Vidente do Amor" é descoberta e multada.

"Trago o seu amor de volta como abelha para o mel". Com esta frase impactante, uma mulher, que se auto-intitula 'a vidente do amor', foi multada pela prefeitura de São Paulo, em R$40mil, por desrespeito à Lei Cidade Limpa, em vigor desde 2007.
A autuação aconteceu na noite de segunda-feira (14), em operação realizada pela Secretaria de Coordenação das Subprefeituras das zonas sul e oeste. A infratora foi notificada por espalhar cartazes e exibir faixas, em semáforos e outros locais da região, em desacordo com a Lei Cidade Limpa. Ela deverá, ainda, apresentar documentação que garanta o direito de funcionamento de seu estabelecimento, o que é bem provável que não possua. Se não o fizer, em 5 dias, terá seu estabelecimento lacrado e receberá mais uma multa.

Como ela não adivinhou que seria descoberta, multada e teria seu estabelecimento lacrado? Lapso de adivinhação?
Desde 2007, quando entrou em vigência a Lei Cidade Limpa, cerca de 500 mil faixas, cartazes e tabuletas irregulares foram retiradas da cidade. As multas neste período já totalizam cerca de R$ 117 milhões.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Motorista desatenta + motociclista apressado= acidente na marginal Tietê

Na tarde desta quarta-feira (09), um acidente paralisou o trânsito na marginal do rio Tietê, sentido da Rodovia Ayrton Senna, nas proximidades da ponte da Vila Guilherme; justamente no horário de pico, 17h30.
O motociclista Marcelo Cardoso Figueiredo, de 41 anos, seguia pela pista local, única via permitida ao tráfego de motos, na marginal Tietê, no sentido Ayrton Senna; quando, perto da ponte da Vila Guilherme, a motorista, que preferiu não se identificar, mudou de faixa bruscamente, na tentativa de sair da pista local e acessar a pista central, à esquerda da marginal. Assim, ela acabou tendo a traseira de seu Uno violentamente atingida pela Yamaha Fazer de Figueiredo.

Com ferimentos nos dois braços e em uma das pernas, o motociclista aguardou a chegada do Resgate do Corpo de Bombeiros no local.

A colisão e as lesões ao motociclista só não foram maiores graças à sua atitude preventiva e perícia, apesar de, notoriamente, não trafegar em velocidade compatível com a sua segurança e com a segurança dos demais. Ele percebeu que a motorista tomaria tal ação e, sem espaço e sem tempo para desviar, apertou firmemente o freio e, ao atingir o veículo à sua frente, caiu sobre a moto, levantando-se em seguida.

Em São Paulo, diariamente, de 3 a 4 motociclistas perdem suas vidas. Algumas vezes são vítimas da violência do trânsito nervoso da maior cidade do país; em outras, vítimas de suas próprias imprudências ou da irresponsabilidade de motoristas de carros de passeio e caminhões.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Leis brasileiras... por que não as cumprimos integralmente?

Quantos anos as associações pró deficientes físicos levaram para fazer o Congresso aprovar leis que garantissem a cadeirantes, por exemplo, o direito de ir e vir, de acessibilidade? Mesmo depois de tanto trabalho, a vitória garantiu-se e as cidades brasileiras passaram a ter de adaptar-se aos seus munícipes, portadores de necessitades especiais.

No entanto, a falta de educação e de fiscalização com punições às pessoas mal educadas que desrespeitam diretos constitucionais de outrém; ainda são um enorme obstáculo a ser vencido pelos deficientes físicos, em todo o país.
No Shopping Center Norte, em São Paulo; vaga para Deficiente Físico sendo utilizada por um Deficiente Moral.



Com tanta riqueza por aí, onde é que está? Cadê sua fração?

Em setembro de 2009, três crianças morreram soterradas no Morro do Socó, que fica na divisa das cidades de Osasco e Barueri, região Oeste da Grande São Paulo. Elas foram vítimas de um deslizamento de terra provocado pelas fortes chuvas que assolaram a capital e região metropolitana. Mais; foram vítimas das condições sub humanas em que viviam em área de risco. Quem, depois de mais de um ano, lembra destas crianças?
Se alguém se lembra das três crianças e de sua mãe, que morreram soterradas; certamente não é nenhum secretário de habitação de Barueri ou de Osasco, tampouco seus prefeitos.
Depois de 1 ano e 5 meses, ainda há restos da casa, onde moravam as crianças, espalhados pelo rastro que o desmoronamento deixou. Assim como uma "advertência", a imagem choca quando traz à lembrança a tragédia que vitimou irmãos inocentes. Assusta, ainda mais, quando se olha ao redor e se tem a constatação de que nada mudou, e outras centenas de famílias continuam morando no mesmo local.

Os anteriores prefeitos da cidade de Osasco, que não impediram a invasão de áreas de risco por famílias que construíram suas casas nestes locais, formando as comunidades do Morro do Socó e Portal D'Oeste II, dentre outras; terão suas parcelas de culpa anistiadas: o atual prefeito, Emídio Pereira de Souza (PT), iniciou processo de urbanização da favela e já ordenou que as ruas recebam guias e asfalto, mesmo sem nenhum espaço para a construção de calçadas (passeio).
Com recursos do PAC, cerca de R$120mi; Emídio entregou 84 apartamentos populares no bairro Portal D'Oeste II, em Julho do ano passado. A comunidade é uma extensão do Morro do Socó.
Osasco está urbanizando as suas quatro maiores favelas. Além do Morro do Socó e do Portal D'Oeste II, também receberão investimentos do PAC e recursos da prefeitura do município, o Morro do Sabão, Portal D'Oeste I, Vila Vicentina, Menk e Campo; segundo informações do jornal local.
É assim que os prefeitos contornam as moradias irregulares instaladas em suas cidades: reurbanizam, colocam asfalto, plantam árvores, mandam pintar as fachadas das casas e... só! Quando constróem casas populares, permitem que as obras sejam embargadas depois de constatadas irregularidades como utilização de material de péssima qualidade, desvio de verba, riscos de desabamentos...
 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mustafá Contursi, o pesadelo dos palmeirenses volta!

Em seu blog (http://www.gazetaesportiva.net/blogs/celsocardoso), o jornalista e apresentador da TV Gazeta, Celso Cardoso; inicia seu post dizendo que a SEP, agora, com a vitória de Arnaldo Tirone à sua presidência, pode caminhar. Caminhar pra onde? Eu mesmo responderei: para um buraco ainda maior em que o fétido Mustafá Contursi, na sua gestão, enterrou o Palmeiras. Alguém acredita que o "sapo boi" apoiou Tirone sem nenhum interesse?
É uma obviedade o retorno de Contursi, ainda que nos bastidores. Tudo será como "dantes na terra de Abrantes": ditadura= sócios/torcedores que se rebelarem contra a atual diretoria terão seus títulos "cassados", eu já ví esta história antes. O petulante torcedor que criticar e revelar opiniões contrárias a Tirone e seus aliados, ou melhor, à sua quadrilha; terá sua desobediência julgada por uma tal de sindicância que, certamente, afastará o sócio proibindo-o de circular pelas dependências sociais do clube. É assim que funcionou na era Mustafá, é assim que voltará a funcionar!

Devemos a eleição de Tirone ao profº Belluzzo, um homem íntegro e honesto mas que não conseguiu conciliar sua renomada carreira profissional com sua paixão de torcedor e seu sonho de ser o melhor presidente que o Palmeiras já teve. O fracasso de Belluzzo, dentro das quatro linhas, fez ascender as propostas opositoras e deu tremenda notoriedade à candidatura de Arnaldo Tirone.
 
Belluzzo contratou, "repatriou", investiu, conquistou investidores de peso dispostos a bancar milhões no clube, mas... Não conseguiu colocar a proa em linha e deixou o barco entrar em naufrágio. Um naufrágio que ainda não foi total e que, quando o clube submergir completamente, será creditado a Tirone e Contursi.

Aonde foi que Belluzzo errou? Wagner Love não rendeu. Kleber não está rendendo. Valdívia parece que nem renderá. E Felipão nem parece o mesmo técnico de nível internacional com conquista pela Seleção Brasileira em Copa do Mundo e direção da seleção portuguesa em seu currículo.

Agora você responde esta: aonde foi que o Belluzzo pecou?

ANULAÇÃO DA ELEIÇÃO E ABERTURA DE
VOTAÇÃO AOS SÓCIOS.

Do contrário, como diria o capitão Nascimento: "pede pra sair, se não, vai sair debaixo de porrada."

sábado, 8 de janeiro de 2011

Da série "Mais do Mesmo", Aricanduva transborda de novo!

Era fim de tarde na capital paulista quando o céu escureceu rapidamente, anunciando que o paulistano teria de encarar mais uma tempestade de verão com alagamentos, transbordamento de córregos, vias congestionadas, etc, etc... Nenhuma novidade já que convivemos com estes problemas a, pelo menos, duas décadas.

Piscinão daqui, desassoreamento dalí, limpeza urbana na maior precariedade - basta rodar pela cidade para ver como ela está imunda; população que não colabora e arremessa de tudo, de dentro de seus automóveis, nas vias públicas...

Mas o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências - porque aqui, em São Paulo, é assim: o prefeito gerencia os problemas em vez de resolvê-los); agora, emite alertas para quem vive nas regiões de risco antes de acontecerem as catástrofes. Deve ser assim a mensagem de texto: "prezado munícipe, CAI FORA!"

Se as tempestades são previstas, por que as autoridades não tomam providências de forma antecipada como, por exemplo, deslocando equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros para regiões que, fatalmente, inundarão? Por que a Companhia de Engenharia de Tráfego não envia seus agentes para avenidas que podem alagar, no sentido de orientar os motoristas a desviarem antes de perderem seus carros numa enxurrada de lama? Já que nenhum prefeito consegue resolver o problema dos transbordamentos dos mesmos córregos, todos os anos, evitar muitos prejuízos materiais e riscos de morte por afogamento já seria um grande avanço.

A forte chuva desta sexta-feira (7), causou protestos que resultaram em um ônibus e um caminhão incendiados; e também foi responsável pela morte de um homem, no bairro de Sapopemba, depois que a laje de sua loja desabou. O protesto foi motivado pelas frequentes enchentes na região.

Na região do córrego Aricanduva, dezenas de carros foram arrastados e o helicóptero Águia, da Polícia Militar, chegou a sobrevoar a área mas não efetuou nenhum salvamento já que equipes do Corpo de Bombeiros estavam no local.

Residências foram atingidas e moradores se organizaram em mutirões para lavar garagens, calçadas e asfaltos das ruas tomadas pela lama, como na rua Campos de Maiorca, no Jardim Aricanduva.

Temendo o pior, os funcionários de uma revendedora de pneus, localizada na avenida Aricanduva, elevaram os carros que estavam na loja nos elevadores utilizados para a manutenção dos veículos.
A cidade chegou a contabilizar mais de 30 pontos de alagamento. O Aeroporto de Congonhas ficou cerca de 30 minutos fechado.

Este texto será copiado e, em breve, republicado com algumas alterações em data e fotos, por exemplo, porque até março, teremos "mais do mesmo". Se você discorda, aponte em "comentários" o que está sendo feito para que seja evitado o próximo caos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ladrão dorminhoco rouba, dorme e é acordado pela PM

O stress de uma vida agitada com muito trabalho, trânsito, preocupações com contas e outras coisas mais, está deixando até os bandidos cansados.

Em Sorocaba, interior de São Paulo, a família de um mecânico teve uma surpresa ao retornar de uma viagem para passar o reveillon na praia, no final da noite de domingo (2). Além de encontrar a casa toda revirada, os moradores toparam com um dos ladrões dormindo na cama do casal.

O ladrão sonolento, Maurício Fernando Vieira, de 37 anos, foi acordado pela polícia. Aos policiais militares ele contou que havia invadido a casa dois dias antes, na companhia de dois cúmplices.

Ele confessou que havia furtado um televisor LCD de 42 polegadas, um notebook, uma torradeira, um aparelho de som e R$ 6 mil em dinheiro e cheques. Os produtos e o dinheiro foram levados pelos comparsas. Vieira decidiu permanecer na casa, pois acreditava que os donos demorariam para voltar.

Ele comeu alguns alimentos da geladeira e tomou banho antes de dormir, só não disse se também escovou os dentes com a escova do proprietário da casa. Os policiais localizaram os cúmplices, mas não encontraram o dinheiro e nem os produtos furtados. Um dos suspeitos, beneficiado pelo indulto de natal, tinha saído da prisão para passar o final do ano em casa. O ladrão dorminhoco foi autuado em flagrante e levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba.

Com chuvas ininterruptas, São Paulo entra em "estado de atenção"

Por causa da chuva que atinge a capital paulista desde o início da semana, e deve continuar até sábado, a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil aumentou a quantidade de locais em estado de atenção e alerta para deslizamentos, desabamentos e escorregamentos. 

Agora, a medida preventiva vale para 26 bairros e regiões, principalmente nas periferias de São Paulo. As regiões da Casa Verde, Jaçanã, Tremembé, Pirituba e Jaraguá estão em "estado de alerta" para escorregamento.

Estão em "estado de atenção" as regiões de Perus, Freguesia do Ó, Santana, Butantã, Vila Prudente, Aricanduva, São Miguel Paulista, Penha, Cidade Tiradentes, Itaim Paulista, Ermelino Matarazzo, Campo Limpo, Ipiranga, M'Boi Mirim, Guaianases, Itaquera, São Mateus, Lapa, Capela do Socorro, Jabaquara, Santo Amaro, Cidade Ademar e Parelheiros.

Controlar impede emissão de boleto aguardando reajuste

"Mais do mesmo"... Quem resolveu aproveitar o primeiro dia útil de 2011 para pagar e agendar a inspeção veicular em São Paulo, antes do aumento da tarifa anunciado pela Prefeitura para amanhã (5), viu a primeira meta de ano-novo ser frustrada. O site da Controlar, empresa responsável pelo procedimento, suspendeu durante todo o dia de ontem a emissão do boleto bancário da inspeção. O pagamento é pré-requisito para o agendamento.

Segundo a Controlar, essa medida foi adotada enquanto a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente não publica a portaria que determina o valor da nova tarifa e a data em que ela entra em vigor. Ainda de acordo com a empresa, quem já tinha pago o boleto até 31 de dezembro conseguiu fazer o agendamento.

Em nota, a secretaria municipal informou que a nova tarifa - que salta de R$56,44 para R$ 61,98, um aumento de 9,81%, - seria divulgada no Diário Oficial hoje. O valor foi anunciado, como provisório, pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), na quinta-feira. Na ocasião, ele afirmou que a Prefeitura estava terminando um "estudo de reequilíbrio financeiro do contrato" com a Controlar e o valor poderia ser revisto.

Sem base jurídica. De acordo com especialistas na área de Direito, a suspensão de parte do serviço público oferecido pela Controlar não tem base jurídica. "Uma concessionária de serviço público não pode interromper a prestação de serviço", disse o presidente da Comissão de Direito Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil, seção São Paulo (OAB-SP), Adib Kassouf Sad.

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Controlar afirmou que a suspensão da emissão dos boletos bancários está prevista no contrato firmado com a Prefeitura. Conforme o documento, deve haver um reajuste anual da tarifa, já válido no primeiro dia útil do ano.

Saiba que: a qualidade do ar nas cidades da região metropolitana de São Paulo piorou no ano passado, na comparação com 2009. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) registrou 61 dias com a qualidade do ar considerada ruim, ante os 60 dias mais poluídos nos 12 meses de 2009.

O total de 2010 também é superior ao que foi registrado em 2008, quando houve 51 dias com qualidade ruim do ar, segundo a Cetesb. Além disso, a análise do limite-padrão da qualidade do ar que provoca problemas de saúde foi bem pior em 2010 em comparação com outros anos. No ano passado, esse limite-padrão foi ultrapassado por 356 vezes - em 54 delas, chegou-se ao nível de atenção. Em 2009, houve 201 ultrapassagens, com registro de 43 estados de atenção. No ano de 2008 houve 191 ultrapassagens, com 20 estados de atenção.

Ônibus - Hoje é o último dia para carregar o bilhete único paulistano com a tarifa de ônibus a R$2,70. A partir de amanhã (5), o preço da passagem passa para R$3,00. A recarga, sem limite de validade, pode ser de no máximo R$100 e o cartão acumula créditos até R$200. Mas se você, que utiliza o transporte coletivo na capital paulista, espera melhoria no sistema com este aumento, pode ir tirando seu "cavalinho da chuva". A SPTrans informou que não há previsão de renovação de frota e nem de inclusão de novas linhas ou veículos para 2011.

Alckmin afirma revisão imediata em contratos de pedágios

Alvos de duras críticas de oposicionistas ao PSDB e também de usuários de rodovias no Estado, os contratos de concessão de rodovias terão análises imediatas e o resultado, com possível reajuste de valores, já poderá ser divulgado ao fim do primeiro ano da gestão do governador Geraldo Alckmin. "É imediato esse trabalho de analisar contrato por contrato, respeitando o contrato, mas verificando o equilíbrio econômico e financeiro", disse o governador após reunião com os secretários no Palácio dos Bandeirantes, na manhã de ontem.

Metrô - Alckmin também afirmou que dificilmente conseguirá aproveitar a licitação para a Linha 5-Lilás do Metrô. O processo foi suspenso em outubro de 2010 pelo então governador Alberto Goldman (PSDB) por constatação de indícios de "conluio" por parte das empresas para fraudar a licitação. O resultado do processo havia sido antecipado, na imprensa, pelo jornal Folha de São Paulo. "A impressão que se tem é de que dificilmente a licitação vai ser aproveitada. Terá de se fazer uma nova licitação" , disse Alckmin. A decisão vai ser tomada após uma nova avaliação do Metrô, caso as empresas recorram da decisão - o prazo para recursos ainda está aberto.

Caso haja uma nova licitação, há a possibilidade de que seja adotado o modelo de parceria público-privada (PPP) para a linha. Inicialmente, o cronograma indicava que seriam inauguradas em 2010 as Estações Adolfo Pinheiro e Campo Belo da Linha 5. Agora não há previsão.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo... com vida!

No início da manhã desta quarta-feira (29), aconteceu um grave acidente em um cruzamento da rua 21 de abril, no bairro do belenzinho, zona leste da capital paulista.

Um Vectra, que seguia em alta velocidade, não respeitou a placa "PARE" no cruzamento e colidiu violentamente na lateral de um Santana que vinha na via preferencial. 

O acidente deixou  com ferimentos leves os dois motoristas que, certamente, ficarão a pé em pleno reveillón.

FELIZ 2011 - COM VIDA!

 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Deixar o carro em Valets, em São Paulo, pura adrenalina!

Na cidade de São Paulo, valets crescem em números exorbitantes diariamente. O problema vem desde a gestão de Celso Pitta (que Deus o tenha em bom lugar, se é que ele subiu). O prefeito Gilberto Kassab (DEM) já foi questionado sobre os problemas dos quiosques de estacionamentos espalhados pela capital e, cada vez que é indagado, responde que a fiscalização existe e que quem descumprir regras e leis será punido e terá o alvará cassado. Alvará? Quem disse que todos tem permissão ou, pelo menos, a maioria, para operar este tipo de serviço na maior cidade do país? Estima-se a existência de 25 mil manobristas e 600 empresas de valet na cidade, 70% delas em situação irregular.
Em uma reportagem brilhante, com flagrantes registrados em vídeo, áudio e fotografias, a Revista Época São Paulo denunciou uma gama enorme de irregularidades que não podem ser consideradas "tristes coincidências" ou obras do acaso.
Foram testados 31 serviços de valets em restaurantes, bares "da moda" e baladas. Rastreadores, câmeras escondidas e os olhares atentos da equipe de reportagem confirmaram: em 16 deles, a lista de infrações inclui estacionamento na rua, condução em alta velocidade, não uso do cinto de segurançadesrespeito à sinalização como, por exemplo, semáforo vermelho, e até uma calota amassada por imprudência do manobrista. Isso sem contar os que roubam chicletes, contam os trocados deixados no console, folheiam a revista do cliente e bebem a água mineral do proprietário do veículo.
Vamos começar pela Vila Madalena, bairro paulistano que há mais de uma década é frequentado por diversas "tribos" em razão da diversidade de baladas oferecidas. No bar Astor, que fica na rua Delfina:163, muitos carros ficam mais de 20 minutos estacionados diante do estabelecimento antes de seguirem para a garagem. Alguns em fila dupla e com as chaves no pára-brisas. “Vou cuidar de seu carro como a senhorita cuidaria”, foi o que disse o prestativo rapaz que abriu a porta para a repórter Nathalia Ziemkiewicz, numa noite de quarta-feira, 20hs. Este mesmo simpático rapaz não colocou o cinto de segurança, não parou em um semáforo vermelho, surrupiou duas balinhas que estavam no painel e, ao chegar no estacionamento, sim - desta vez o carro não ficou abandonado numa rua próxima ao bar; o manobrista resolveu dar uma espiadinha em uma revista masculina deixada no veículo propositadamente. Até comentou com outro funcionário do estacionamento sobre a possibilidade de a proprietária do automóvel ser lésbica.
Além da equipe de reportagem, a operação envolveu críticos como Bruno Leuzinger, de bares; Flávia Pinho, de restaurantes; e Marcus Vinícius Brasil, de baladas. Parte dos 16 locais que apresentaram irregularidades recebeu mais de uma visita. O bar Astor foi um deles. Naquela quarta-feira, o carro foi logo conduzido ao estacionamento conveniado com capacidade para 80 veículos – onde o coordenador da empresa Quick Park afirmou guardar pelo menos 150.
Outros bares da região, como o Pé de Manga, rua Arapiraca: 152, lançavam mão do mesmo expediente. Por R$ 15, o veículo ficou 25 minutos em fila dupla, colaborando para o trânsito caótico de São Paulo. “Como proprietário e como cliente de outras casas, não fico 100% surpreso”, afirmou Bruno Grinberg, sócio do Astor, reconhecendo o longo caminho que falta trilhar até a completa moralização do serviço na cidade. O diretor da Quick Park, Michael Hsui, justifica: “Mesmo com uma equipe grande, fica difícil nos horários de pico”.
De janeiro de 2009 a outubro de 2010, 111 empresas de valet foram multadas em São Paulo. Transformar a rua em estacionamento pago é apenas uma das irregularidades previstas na lei 13.763/04. Fiscalizar é atribuição das 31 subprefeituras e o valor da multa, de R$ 5 mil, dobra quando há reincidência. Na capital, estima-se a existência de 600 empresas de valet e 25 mil manobristas – profissionais que, no conjunto, dirigem em média 2 milhões de veículos por mês. Segundo a Associação das Empresas de Valet de São Paulo, mais de 70% do mercado é formado por empresas irregulares. “Como muitas repassam parte do que arrecadam aos donos dos restaurantes, a maioria deles fecha os olhos à burocracia”, diz o diretor jurídico da entidade, Syrius Lotti.
Naquela mesma quarta-feira, no bar Filial, na Rua Fidalga: 254, ainda na Vila Madalena; ao deixar o carro, Nathalia estranhou quando o manobrista da Villa’s Park dobrou a esquina, afastando-se do estacionamento conveniado, localizado na mesma quadra – onde ainda havia espaço de sobra; para estacionar o Corsa a 100 metros dali, na vaga recuada de um consultório odontológico na Rua Aspicuelta. Pouco depois, cedeu lugar a um Corolla e desceu ao nível da rua, bem em frente à guia rebaixada da entrada de uma garagem. Arnaldo Altman, sócio do Filial, afirma que nunca um cliente foi prejudicado. “Às vezes, é necessário parar na rua por alguns minutos enquanto se aguarda a acomodação de outros carros”, diz. O rastreador calculou 41 minutos ali, ao custo de R$14.
Há quem admita – e até defenda – a prática de parar na rua. “Muitos clientes preferem quando deixamos o carro aqui em frente”, afirma Arcadio Martinez, sócio do restaurante Eñe, localizado na rua Drº Mário Ferraz: 213, no Itaim. “Além de ficar sob a vigilância dos manobristas, reduz a espera na saída.” Para Bruno Fattori, do Le Manjue Bistrô, instalado na rua Domingos Fernandes: 608, na Vila Nova Conceição, onde no carro da reportagem também ficou na rua; a justificativa para esse procedimento é a ausência de estacionamentos abertos à noite no bairro. Os R$15 cobrados, segundo ele, pagam seguranças à paisana que rondam a região.
O primeiro traço de indignação com o relato da reportagem partiu de Paulo Contarini, gerente do Magari, um dos sofisticados restaurantes da rua Amauri, situado no nº234, no Jardim Europa. Ao saber que manobristas da EstaSampa haviam sido flagrados estacionando em vagas de zona azul (sem cartão) e dirigindo em marcha a ré por até 50 metros, ele admitiu não ter controle sobre os motoristas. “Mas é indesculpável, porque pagamos duas garagens com seguro”, afirmou Contarini.
O restaurante Parigi, que fica na mesma rua do Magari, no nº275, e pertence à família Fasano; também colabora para o caos nas imediações. Só em 2009, 623 carros foram autuados na Rua Amauri. Segundo uma agente da CET, o trânsito causado pelos funcionários que deixam veículos em frente aos restaurantes, em local proibido, reverbera na avenida Faria Lima. “Os clientes desembarcam e eles só tiram o carro quando me aproximo com o talão de multa”, diz ela.
Na terça-feira em que a reportagem esteve no local, a agente da CET multou a Land Rover do economista Eliot Cohen em frente ao Magari, onde o valet custa R$15. Uma hora depois, um manobrista trouxe o carro e, discretamente, retirou a notificação do pára-brisas antes de entregá-lo. Avisado da multa pela reportagem, Cohen contou que é a quarta vez que isso acontece com ele na mesma rua. Amigo dos donos de alguns restaurantes dali, o economista diz que foi ressarcido nas outras ocasiões. “Eles reembolsam o dinheiro e transferem os pontos sem maiores transtornos”, afirmou. Questionada, a EstaSampa prometeu averiguar as acusações. Na segunda visita ao Magari, o carro foi para um estacionamento. O único desfalque foram alguns goles de água mineral subtraídos de uma garrafa exposta no interior do carro (confira as imagens no vídeo).
SOM NA CAIXA E VELOCIDADE
Acredite: o atrevimento de alguns manobristas extrapola, em muito, as infrações de trânsito. Na rua Joaquim Antunes, Pinheiros, uma breve amostra do comportamento de um funcionário da Biel Park, empresa que atende a quatro restaurantes vizinhos: Filipa, Maní, Ollea e Ravioli. A reportagem chegou, às 14hs, com um Honda CRV. Sem saber que estava sendo gravado, o manobrista mudou a sintonia do dial do rádio, aumentou o volume, atingiu 80 quilômetros por hora em uma rua residencial e trafegou pelo corredor de ônibus da avenida Rebouças até fechar abruptamente os carros que circulavam nas outras faixas para entrar no estacionamento. “Já avisei a associação do bairro que estou disposto a patrocinar a instalação de lombadas”, disse Fábio Ferraro, dono da empresa, alegando que é previsível que um rapaz com escolaridade e salário baixos abuse da velocidade ao dirigir um carrão importado.
Apesar de Ferraro afirmar que a Biel Park tem 220 vagas reservadas em três estacionamentos, alguns veículos seguidos pela reportagem foram deixados nas ruas Saquarembó e Santa Cristina. O patrão desconversa: “Esses carros são de empregados dos restaurantes; nós apenas fazemos o favor de estacionar para eles”. Perto dali, a rua Sampaio Vidal é diariamente dominada pelos funcionários de outra empresa, contratada pelos restaurantes Mercearia do Conde e Pote do Rei. A Fundação Procon explica que as prestadoras de serviço respondem por tudo que acontecer com o veículo – multas, furtos, avarias – e que o estabelecimento é corresponsável, uma vez que a mordomia ajuda a atrair clientes e lucro. Ambos podem ser acionados pelo usuário que se sentir lesado. Tanto o serviço de valet quanto o restaurante atendido por ele podem ser cobrados na justiça em caso de furto ou avaria. Geralmente ninguém se preocupa em saber quem acionar nessas horas.
Mas quem visitar o Maevva, rua Profº Atílio Inoccenti: 376, no Itaim; talvez vá precisar se preocupar com possíveis avarias em seu automóvel. O veículo da reportagem foi deixado com o manobrista da Fast Park às 23h30 de uma quarta-feira. No recibo, além da informação do valor a ser pago (R$18), há também a seguinte inscrição: “Não aceitamos reclamações após a entrega do veículo”. Primeiro, o Corsa foi deixado na Rua Atílio Innocenti, entre duas placas de proibido estacionar. Dez minutos depois, o motorista o conduziu bruscamente por ruas estreitas à procura de uma vaga. Ao topar com uma moradora que manobrava para guardar o carro, subiu na calçada com a intenção de desviar dela e danificou uma calota e a roda. “Quase sempre vou dormir ao som de pneus cantando”, diz o morador Mário Parillo Neto. “Isso quando não saio de madrugada e deparo com um carro fechando minha garagem”. Finalmente o Corsa foi estacionado em uma vaga marcada por um cone. Mais tarde, ao receber a reclamação sobre a avaria causada no veículo, o gerente, que identificou-se apenas como "Fábio", afirmou que o veículo já estava com a calota e roda quebradas quando fora deixado em um "estacionamento". Ah vá...
NEM DE GRAÇA!
Segundo o advogado Arthur Rollo, o Código de Defesa do Consumidor estende à empresa o ônus da prova. “Quando o cliente não consegue provar que o dano ocorreu ali, cabe ao manobrista mostrar que não foi”, diz. Ainda que o serviço seja cortesia, é possível acionar o Procon e entrar com uma ação na Justiça. O entendimento é que o valor do valet está embutido nos preços do cardápio, de modo que o estabelecimento fica sujeito à mesma lei que proíbe o uso do espaço público. No Figueira Rubaiyat, sofisticado restaurante no Jardim Paulista, rua Haddock Lobo: 1738, onde o serviço é “gratuito”; o cliente é induzido a acreditar que o carro irá para um estacionamento na Rua Estados Unidos, mas o manobrista preferiu parar em frente ao restaurante. Apenas atravessou a rua.
Depois de beberem água, roubarem meia dúzia de balas, estourarem uma calota e amassarem uma roda, ultrapassar dois semáforos vermelhos, estacionarem em guias rebaixadas e em locais proibidos; só faltava a reportagem encontrar um valet clandestino. Mas lá estava ele, na rua Joaquim Távora nº1235, na Vila Mariana, onde um grupo de amigos abriu um guarda-sol em frente a um imóvel desocupado que fica ao lado do restaurante Daisho Sushi, pintou “estacione a R$10” em uma placa e improvisou um porta-chaves. “O estacionamento é joia”, prometeram antes de deixarem o carro em uma vaga na rua França Pinto. “Isso é estelionato”, diz Arthur Rollo. O restaurante alega não estar atrelado ao serviço e colocou uma placa avisando os clientes. A subprefeitura promete para breve uma blitz no local.
BOA NOTÍCIA
Nesta reportagem investigativa, a boa notícia fica por conta do fato de nenhum dos manobristas ser fumante pois o maço de cigarros, disposto no painel do veículo, permaneceu intacto em todas as ocorrências relatadas, como mostra o vídeo.
PROMESSAS
Aliás, foi o que mais se ouviu na conclusão da matéria. Sócio do Maevva, Daniel Nagao diz que vai rescindir o contrato com a Fast Park. Os restaurantes Magari e Figueira Rubaiyat se comprometeram a regularizar a situação. O dono do Le Manjue espera estabelecer parceria com uma escola para estacionar ali durante a noite. E o Astor, aquele do rapaz que prometeu cuidar muito bem do carro, avisa que continuará realizando cursos de reciclagem para os manobristas.
Oferecer o serviço como cortesia não tira do ponto comercial a obrigação de guardar os veículos em local seguro e particular.
O QUE É EXIGIDO
• As empresas têm de oferecer local adequado e seguro. Terrenos e postos de gasolina são aceitos, desde que haja um engenheiro responsável;
• Os carros devem ter cobertura contra incêndio, furto, roubo e colisão;
• O ponto precisa destacar o preço, o local do estacionamento, o total de vagas, o valor do seguro e o número do Termo de Permissão de Uso;
• A comanda entregue ao cliente deve incluir nome e CNPJ da empresa, dia e hora de entrada, modelo e placa do veículo, endereço do estacionamento e uma frase com a qual a empresa assume sua responsabilidade por eventuais danos.
O QUE É PROIBIDO
• Usar a via pública como estacionamento ;
• Guardar vagas com cones ou outro material.
COMO RECORRER
Multa: é possível entrar com recurso no Departamento de Operação do Sistema Viário;
Furto de objetos e avarias no veículo: reclame ao gerente, anote contatos de testemunhas e registre um boletim de ocorrência. Em seguida, peça indenização no Juizado Especial Cível;
Em todos os casos: impetrar ação no Procon apenas relatando o ocorrido. Guarde o recibo do valet ou a nota fiscal do estabelecimento.
Colaboraram:
Car System, Revista Auto Esporte, Honda Motors, Osvaldo e Elieser (motoristas Editora Globo)
Fotógrafos: Fernando Donasci e Leandro Moraes
Reportagem: Nathalia Ziemkiewicz
Fotos: Apart Studio - 05/11/2010
Edição de Vídeo: Cristiano Stanisci Gomes