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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Dia Mundial de Combate ao AVC

Em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado no dia 29 de outubro; o Hospital Albert Einstein realizará ações de conscientização sobre a doença  no dia 30 de outubro, no Parque do Ibirapuera.

Na ocasião, médicos do hospital realizarão gratuitamente exames de peso, altura, pressão arterial, glicemia, Índice de Massa Corpórea (IMC) e circunferência abdominal.

As ações têm por objetivo informar a população sobre a importância da realização de exames preventivos para detecção precoce de possíveis sintomas.

No Brasil, o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade
e a mudança de hábitos, o diagnóstico e tratamento precoce podem prevení-lo.
 
Para realizar os exames, basta comparecer ao estande do Hospital Albert Einstein no Parque do Ibirapuera dia 30 de outubro (domingo), das 9h às 14h.


domingo, 16 de outubro de 2011

AVC - Você pode salvar uma vida.


NOTÍCIA IMPORTANTE:
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL - VOCÊ PODE SALVAR UMA VIDA.

Durante um churrasco, Ingrid caiu. Queriam chamar uma ambulância mas ela insistiu que estava bem e só tropeçou por causa dos sapatos novos. Estava pálida e tremia, então lhe deram um prato com comida. Ingrid passou o resto da noite bem disposta e alegre.

Mais tarde, de volta para casa, o marido de Ingrid telefonou e deu a notícia: sua mulher havia sido internada em um hospital e às 23h, faleceu. Ela tinha tido um AVC durante o churrasco. Se as pessoas soubessem reconhecer os sintomas, Ingrid podia estar viva.

Algumas pessoas não morrem logo mas ficam durante muito tempo sujeitos a apoios e numa situação de desespero. um neurologista disse que quando consegue chegar a um individuo que sofreu um AVC, ele pode eliminar as sequelas. O segredo é diagnosticar e tratar a pessoa durante as primeiras 3 horas.

Como reconhecer um AVC?
Há 4 passos que devem ser seguidos para reconhecer um AVC.
  1. Peça à pessoa para rir (ela não vai conseguir).
  2. Peça à pessoa para dizer uma frase simples ("hoje está um dia bonito").
  3. Peça à pessoa para levantar os dois braços (não vai conseguir facilmente).
  4. Peça à pessoa para mostrar a língua (se a língua estiver torta ou virar de um lado para o outro, é um sintoma).
Se a pessoa tiver alguns destes sintomas a melhor providência é chamar imediatamente o médico e descrever os sintomas ao telefone.
Um cardiologista disse: "se for possivel divulgar estas dicas a um número elevado de pessoas podemos ter a certeza que alguma vida - eventualmente a nossa própria- pode ser salva". 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Motociclista morre em grave acidente na Fernão Dias em MG

Um grupo com cerca de 30 motociclistas partiu na manhã deste domingo (25) de Guarulhos, região metropolitana de São Paulo, com destino à cidade de Cambuí, sul do Estado de Minas Gerais.
Ao retornarem do passeio, por volta das 11h50, o despachante Ronni Sérgio Xavier Cotrim, 45 anos, perdeu o controle da sua moto Yamaha F26 (600cc) em uma curva acentuada à esquerda, na altura do KM 940 da rodovia Fernão Dias, na cidade de Extrema (MG) e chocou-se violentamente no guard rail.

Com o impacto em alta velocidade, a lâmina de aço da proteção lateral da rodovia decepou uma das pernas de Cotrim e cerrou sua motocicleta separando o garfo (roda dianteira) do restante do veículo que foi arremessado em um barranco a cerca de 10m do local da batida.

Segundo testemunhas que passavam pela via no momento do acidente, o motociclista morreu poucos minutos depois e quando o resgate da concessionária Autopista Fernão Dias chegou, restou apenas aos socorristas a triste tarefa de cobrir o corpo de Ronni e sua perna mutilada.

Os amigos do despachante estavam muito abalados e não deram declarações sobre o acidente, apenas informações para a Polícia Rodoviária Federal sobre a vítima e a viagem.

Ronni Sérgio Xavier Cotrin era casado e tinha um casal de filhos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Bonecos são os novos "seguranças" da USP

Se você é de São Paulo certamente lembra do "Ricardão", apelido dado pelos motoristas as bonecos implantados, no final da década de 90, em guaritas da CET espalhadas pelas marginais Pinheiros e Tietê, na tentativa de enganar motoristas que trafegavam nas vias com a proibição de suas placas em horários de pico. Era o início do sistema de rodízio de veículos na cidade e o prefeito era Paulo Maluf. 
Os bonecos usavam uniformes idênticos aos dos agentes de trânsito conhecidos como "marronzinhos". Apesar do deboche com o apelido dado ao boneco inflável, pelos motoristas, a CET insistiu na idéia e criou a versão feminina do boneco para tentar "convencer" os motoristas de que a fiscalização continuava presente. Não funcionou. Rapidamente, a boneca passou a ser chamada de Suzy, em alusão à famosa boneca americana. Ricardão e Suzy tiveram a aposentadoria antecipada e morreram abraçados em um depósito da CET.
Meses depois, foi noticiado que a Polícia Militar tentou ressuscitar a idéia para tentar enganar detentos e bandidos em, pelo menos, duas outras oportunidades. Um dos casos aconteceu numa delegacia de polícia da capital paulista, que estava sendo alvo constante de quadrilhas que tentavam invadí-la para libertar os presos ali encarcerados. Para tentar lubridiar os comparsas dos detentos, o delegado decidiu então fardar um boneco e colocá-lo de "vigia" em uma janela estratégica da delegacia. Funcionou por pouco tempo. Depois de alguns dias o "sentinela de araque" foi descoberto e a delegacia sofreu uma nova tentativa de invasão. No interior do Estado de São Paulo, um presídio, para solucionar o problema da falta de efetivo, adotou o uso de bonecos para "substituir" policiais nas torres de vigilância do complexo penitenciário. A sórdida manobra foi denunciada pela imprensa e a polícia foi obrigada a "demitir" os guardas infláveis.
Eis que, então, a famigerada Universidade de São Paulo (USP), resolve ressuscitar "Ricardão". A descoberta foi feita, e denunciada, em reportagem de Romeu Piccoli, da TV Record-SP, que flagrou um boneco no lugar de um segurança, dentro de uma guarita da universidade. No mês de maio passado, o estudante Felipe Ramos de Paiva (24) foi assassinado durante um assalto no estacionamento do campus da faculdade de economia.
Depois da morte do estudante, o governador Geraldo Alckmin e a reitoria da universidade prometeram reavaliar a segurança do local mas boa parte das guaritas continua vazia.
Eu sugiro que façam o mesmo com boa parte dos nossos deputados estaduais, federais, vereadores e, por que não dizer, com o nosso governador e prefeito? Demitam todos os ineficientes e, em seus postos, coloquem bonecos infláveis também afinal, do jeito que a coisa anda por aqui, ficará na mesma, com a diferênça de que boneco não ganha salário, muito menos exorbitante.

sábado, 9 de julho de 2011

Teixeira, sobre denúncias contra sí: "...caguei montão."

Um festival de desprezo às instituições, à classe política e ao país; é o "dono do Brasil". É isto o que você dirá após ler a matéria de Daniela Pinheiro da revista Piauí, em sua edição 58, de julho, que traz a publicação de entrevista com Ricardo Teixeira, o "todo poderoso chefão" da CBF.
Presidente da entidade a 22 anos, Teixeira concedeu uma entrevista recheada de palavras de baixo calão e muita arrogância, algo inadmissível em uma pessoa pública, dirigente de uma Confederação Brasileira de Futebol que pretende ser, inclusive, presidente da Fifa; pelo menos é o que se dá a entender em suas pronúncias. 
A entrevista foi realizada durante congresso da Fifa, na Suíça, e Teixeira atirou para todos os lados, falando contra tudo e contra todos, poupando poucos. Criticou David Triesman e Andrew Jennings, cartola inglês e o jornalista, consecutivamente, que o acusaram de corrupção. Jennings escreveu um livro sobre a corrupção na Fifa. O presidente da CBF também "sentou a lenha" em parte da imprensa brasileira. Adivinha quem, ou qual emissora, ele poupou?
Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol, foi quem acusou Teixeira de pedir dinheiro para votar na candidatura inglesa para a Copa de 2018, que será realizada na Rússia. Mas à jornalista Daniela Pinheiro, o presidente da CBF disse: "Esquece, isso é tudo armação. Esses ingleses estão putos porque perderam, eles não se conformam. Esse Triesman está tendo de explicar na Justiça como gastou 50 milhões de dólares, sendo 15 do governo, na candidatura da Inglaterra. É uma quantia absurda, não se explica. Nós gastamos R$ 3 milhões e levamos 2014. Eles não engolem isso, percebe?".
Partindo do mesmo princípio, o do ataque, Teixeira usou o termo "fanfarrão" para classificar o jornalista Andrew Jennings, e disparou: "Minha querida, presta atenção, raciocina: a BBC é estatal, é do governo, entende? É interesse do governo inglês anular a escolha da Rússia e tirar o Brasil do páreo, porque eles acham que podem nos substituir na última hora (em 2014). É tudo orquestrado, percebe?".
Citando os casos de contrabando no avião da Seleção em 1994, a CPI da Nike e a do Futebol, além das denúncias sobre a Copa de 2014, Ricardo Teixeira disse que não está preocupado porque "não saiu no Jornal Nacional". Ele ainda citou que não se preocupa com as constantes denúncias de veículos como UOL, Folha de S. Paulo, Lance! e ESPN que, segundo ele, dão "traço" de audiência: "Já falaram tudo de mim: que eu trouxe contrabando em avião da Seleção, a CPI da Nike e a do Futebol, que tem sacanagem na Copa de 2014. É tudo coisa da mesma patota, UOL, Folha, Lance, ESPN, que fica repetindo as mesmas merdas", afirmou.
Sobre como se sentia sendo alvo de tantas denúncias e tendo-as publicadas em todo o mundo, de uma só vez, Teixeira disse: "Não ligo. Aliás, caguei. Caguei montão", disparou.
Teixeira também disse que os negócios da CBF não deveriam chamar a atenção da imprensa. "Que porra as pessoas têm a ver com as contas da CBF? Que porra elas têm a ver com a contabilidade do Bradesco ou do HSBC? Isso tudo é entidade pri-va-da. Não tem dinheiro público, não tem isenção fiscal. Por que merda todo mundo enche o saco?", indagou.
Para o dirigente, tudo não passa de inveja dos brasileiros. "O neguinho do Harlem olha para o carrão do branco e fala 'Quero um igual'. O negro não quer que o branco se foda e perca o carro. Mas no Brasil não é assim. É essa coisa de quinta categoria."

Sobre a polêmica da indefinição dos estádios paulistas e sobre o Itaquerão ser, ou não ser, palco da abertura da Copa do Mundo 2014, Teixeira culpou a imprensa. "A imprensa é a maior culpada disso. Por ser toda paulista, passou três anos tentando enfiar goela abaixo o Morumbi. Com isso, atrasaram todos os projetos".
No fim da entrevista, Teixeira revelou à repórter a sua visão sobre o futuro: "Em 2014, posso fazer a maldade que for. A maldade mais elástica, mais impensável, mais maquiavélica. Não dar credencial, proibir o acesso, mudar horário de jogo. E sabe o que vai acontecer? Nada. Sabe por quê? Porque eu saio em 2015. E aí, acabou".

Por que Ricardo Teixeira age assim, com tanta arrogância e abuso de poder à frente da maior instituição de futebol do Brasil? Porque ele sabe que não haverá punição, tampouco algum tipo de veto, suspensão ou condenação por parte do governo deste país, do Ministro dos Esportes, por exemplo. Como ele mesmo disse, a CBF é uma instituição privada e, sendo assim, ninguém tem nada a ver com suas práticas espúrias diante da presidência da confederação. Durma-se com um barulho destes.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Corpo de motoboy espera 7 horas por remoção do IML.

No início da tarde desta quinta-feira (16), o motoboy William Alves do Carmo, de 22 anos, perdeu sua vida de forma trágica na zona leste da capital paulista. Ele seguia pela rua Sebastião de Andrade, no sentido da rua Tumucumaque, na Vila Carrão, quando foi atingido por uma carreta no cruzamento com a avenida Aricanduva. 
Uma câmera de um restaurante, instalada na esquina onde aconteceu o acidente, registrou a colisão e esclareceu que o motorista da carreta não teve culpa na tragédia. Alves ultrapassou o semáforo vermelho e talvez tenha tomado esta atitude por equívoco e não por imprudência.
Quando o semáforo se abre na rua Sebastião de Andrade, permitindo a travessia da pista sentido Marginal Tietê da avenida Aricanduva, a outra sequência semafórica permanece fechada sendo o sentido bairro da avenida Aricanduva liberado para o trânsito.
Segundo Elias Alves, de 53 anos, tio da vítima (foto); talvez o motoboy não notou que a abertura do semáforo havia se dado apenas para a travessia parcial do trecho, não permitindo que ele avançasse para o outro lado da via, na rua Tumucumaque e, seguindo em frente, acabou sendo atropelado e arrastado por cerca de 20 metros, debaixo da carreta.
Outro detalhe importante que deve ter contribuído para tirar a atenção do motociclista com o trânsito: no momento da travessia, ele usava um par de fones de ouvido que foi encontrado totalmente destruído próximo ao seu corpo.
O Resgate do Corpo de Bombeiros chegou ao local poucos minutos depois mas Alves não resistiu e morreu no asfalto, aonde permaneceu até as 19h30 quando foi removido com a chegada da viatura do IML (Instituto Médico Legal).
Os veículos só foram retirados da via por volta das 17h após a realização dos trabalhos da perícia técnica da Polícia Civil; mas o corpo do motoboy teve de esperar por mais duas horas e meia para deixar o local
Familiares do motoboy aguardaram a chegada do IML por cerca de 7 horas.
Não bastasse o sofrimento de perder um parente de forma tão trágica, a família ainda tem de suportar o trauma de assistir seu corpo putrefar em via pública por 7 horas até a sua remoção. A justificativa: não há viaturas suficientes nos Institutos Médicos Legais em todo o Estado de São Paulo para dar conta da demanda de remoção de corpos e quando o "rabecão", como é conhecido o veículo de transporte dos mortos, atinge sua capacidade de carregamento, ele tem de se dirigir à sede do IML para descarregar e depois retomar o trabalho.
A longa demora de sete horas para a remoção do corpo de uma vítima fatal de um acidente de trânsito acarretou em longos congestionamentos que refletiram na radial leste, viaduto Engº Alberto Badra e Marginal do Rio Tietê. No entanto, é "mais do mesmo".

sábado, 26 de março de 2011

Saidinha de banco: dois assaltos frustrados agitam a tarde.

Dois assaltos movimentaram as polícias Civil e Militar na tarde desta sexta-feira (25) no bairro da Vila Carrão, zona Leste da capital paulista, e quase aconteceram simultaneamente.
A primeira ocorrência foi em uma das duas agências do banco Bradesco da Avenida Conselheiro Carrão, na altura do nº 3000, a apenas 600m do 31º Distrito Policial. Por volta das 16hs, um bandido armado assaltou um policial militar da Força Tática que estava de folga e havia efetuado um saque de alto valor na agência. O assaltante fugiu do local no carro da vítima, um VW Spacefox, mas foi perseguido e, baleado pelo policial, acabou morrendo na rua Xiririca, no bairro de Vila Formosa.
Já na altura da Rua Baquiá, a 800m da mesma delegacia de polícia, outro assaltante caiu de sua moto depois de ser alvejado por tiros dados por mais um policial à paisana que estava de folga. Era mais uma "saidinha de banco" que, graças à ação do Cabo Porto (36) da Força Tática da Polícia Militar, lotado no 21ºBatalhão da Corporação; fracassou.

Por volta das 16hs, o CB Porto conversava com os amigos D.B.P (40) e R.A.R (41) na rua Lucinda Gomes Barreto, que fica paralela à avenida Conselheiro Carrão, quando o vizinho de um dos amigos estacionava o seu carro em frente à sua residência. Poucos metros atrás, dois assaltantes em duas motocicletas também pararam e Porto achou a movimentação estranha.
Quando o motorista P.O (38) descia do veículo, os ladrões se aproximaram e anunciaram o assalto. Neste momento, o Cabo da Força Tática apontou sua arma para os bandidos dando-lhes voz de prisão e ordenando que saíssem de suas motos e deitassem no chão, mas um dos marginais esboçou reação e, antes que efetuasse disparos contra o policial, foi alvejado por ele e iniciou fuga do local, seguindo no sentido da rua Baquiá. O segundo assaltante, não  atingido pelos tiros, fugiu em direção à avenida Aricanduva.
Porto e seus amigos perseguiram o assaltante ferido que acabou caindo de sua moto no cruzamento da avenida Conselheiro Carrão com a rua Baquiá. Mesmo no chão, ele ainda tentou sacar novamente sua arma mas foi contido pelo policial.
Socorrido pelo Resgate, foi encaminhado para o pronto socorro do Hospital Municipal do Tatuapé e não corre risco de morte, o que é uma boa notícia pois, assim, ele deverá colaborar com a polícia para a prisão do seu cúmplice nesta tentativa de assalto. Ao mesmo tempo, não é uma notícia tão boa pois, como diria o saudoso apresentador Luiz Carlos Alborguetti em um de seus famosos bordões, "bandido bom é bandido morto".
A vítima deste assalto havia sacado uma alta quantia em dinheiro de uma agência bancária no bairro da Saúde e foi perseguida por cerca de 18km até ser abordada pelos ladrões na porta de sua casa, na Vila Carrão. Em se tratando de uma tarde de sexta-feira, a perseguição deve ter durado, no mínimo, cerca de uma hora. O que faz os assaltantes assumirem um risco deste? Nosso Código Penal de dezembro de 1940.
Há 71 anos atrás não se ouvia falar de crimes como sequestro, estupros, saidinhas de banco, latrocínios... Não se matava por motivos fúteis, tampouco tinha-se acesso fácil à tantas armas e muitas, como hoje, com poder para derrubar helicópteros e perfurar blindagem de carro forte.
A culpa pela violência crescente em todo o país e principalmente nos grandes centros é dos nossos parlamentares. Com boa parte composto por corruptos e gananciosos, nosso Congresso legisla em favor de minorias e em favor próprio.
E em São Paulo, com Alckim e seu PSDB no governo, a tendência é de piora no quadro da "insegurança pública". Policiais são mal remunerados, recebem ticket refeição de R$4 e, ainda assim, graças a Deus, a maioria destes policiais defende a sociedade das ações dos marginais.
Em 2006, quando Alckmin era governador licenciado no Estado de São Paulo para concorrer à presidência da República, a maior organização criminosa que age dentro e fora dos presídios atacou e matou, durante dias, forças policiais do Estado. O que mudou cinco anos depois? Absolutamente nada!

domingo, 13 de março de 2011

É ministro, mas também ganha como procurador.

Partido dos Trabalhadores... diga-me com quem andas, e o que andas copiando, que te direi quem és.
Se você pensa que os escândalos se limitam a "Delúbios, Zés Dirceus e Joãos Paulos Cunhas", está completamente enganado(a).

O ex-coordenador da campanha de Dilma Rousseff à presidência da República, José Eduardo Martins Cardozo, ex-deputado nomeado ministro da Justiça, anda recebendo mais um salário oriundo de dinheiro público, além do que recebe do executivo Federal, e quem paga esta segunda salgada conta somos nós, paulistanos.

Cardozo é procurador municipal concursado desde 1982 e está licenciado da função, na Prefeitura de São Paulo, para exercer o cargo no ministério.

Segundo assessores do ministro, em resposta à reportagem do jornal  Estado de São Paulo, o dinheiro será devolvido, mas não informaram qual valor será restituído aos cofres do município.

Ainda segundo a reportagem, o salário de um procurador municipal que ingressou na mesma época que Cardozo gira em torno de R$18mil. Somado com o salário de ministro, R$26.723,13, o ministro já recebeu cerca de R$ 35mil em janeiro e fevereiro deste ano. O total excede o teto do funcionalismo público delimitado pelo salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que também é de R$26,7mil.

Os assessores de José Eduardo Cardozo afirmaram que o recebimento de salários como procurador do município ocorreu por "erro de comunicação entre o ministério e a Prefeitura de São Paulo". Ah vá... Quem garante que houve, de fato, uma troca de e-mails, telefonemas ou quaisquer outros contatos àcerca do assunto?

Em abril de 2007, o ministro havia pedido o afastamento da prefeitura para exercer seu mandato de deputado federal e a ausência fora concedida daquele mês até o dia 31 de janeiro de 2011, sem que o então deputado federal recebesse salários, naquele período,  pela função de procurador.

Entretanto, as condições do afastamento foram modificadas no fim de janeiro deste ano, quando Cardozo já havia sido nomeado ministro e, com as mudanças, a licença passou a ser remunerada.

Ainda segundo sua assessoria, ao tomar posse como ministro, José Eduardo fez uma nova solicitação de afastamento do cargo de procurador até o fim deste ano, sem prejuízo de vencimentos. Isso significa que ele iria receber também o salário de procurador por todo esse período. Entretando, nesta semana, o Diário Oficial da Cidade de São Paulo publicou uma alteração nas condições da licença, na qual o ministro deve abrir mão do seu salário na prefeitura a partir do dia 15 de fevereiro.

A assessoria do ministro informou à reportagem do Estado que, no mês de janeiro, Cardozo não recebeu integralmente o salário de ministro, já que lei municipal permite ao servidor público afastado optar por receber o salário original ou o do novo cargo. Mas, em fevereiro, o ministro recebeu o salário tanto pelo ministério quanto pela Prefeitura. Ainda de acordo com a assessoria, "Cardozo percebeu o erro após o alerta do Estado" e determinou a devolução integral do valor recebido da Prefeitura.

Peraí... o ministro só percebeu que havia recebido dois salários, um de forma irregular, apenas após ler reportagem/denúncia de um jornal? Ah tá! Quer dizer que se o Estadão não tivesse apurado e publicado mais esta mazela com o dinheiro público, ele nem teria tomado conhecimento de que estaria ganhando em torno de "35mil pilas" por mês e, certamente, não devolveria...?

Corrupção, mau uso de dinheiro público, improbidade administrativa... cânceres nacionais que só serão eliminados, um dia, se adotarmos aqui a política chinesa que condena à morte funcionários públicos e representantes do povo que agem da forma como agem os nossos políticos. O problema? Teríamos eleições a cada seis meses, até que todos os larápios brasileiros fossem executados, um a um.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aula de direção acaba em morte na Aricanduva.

Eram por volta das 19hs desta quarta-feira (23) quando os soldados da PM André Moreira e Edson Aparecido, em patrulhamento pela região do Shopping Aricanduva, zona leste de São Paulo; receberam um comunicado do Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM) informando que um veículo havia acabado de cair no córrego Aricanduva, em frente ao shopping de mesmo nome. Ao chegarem no local, Moreira e Aparecido ainda tentaram salvar as vítimas que, segundo relato dos soldados, estavam vivas e gritavam por socorro dentro do veículo que se encontrava com as quatro rodas para o alto e com todas as janelas fechadas. No entanto, não conseguiram salvar as duas mulheres que usavam os cintos de segurança, estavam presas a eles e morreram afogadas.
Daíza Cordeiro de Souza, de 47anos, estava fazendo aula de direção em seu próprio carro, um veículo Palio, e era orientada por uma instrutora que, até o início da madrugada, ainda não havia sido identificada pela polícia. Ela havia obtido a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) a cerca de quatro meses, mas ainda não sentia segurança ao dirigir, segundo informações de seu marido, Evandro, e da amiga Marinalva Batista dos Santos (45anos).

A instrutora foi contratada por Daíza no último domingo (20) quando fora realizada a primeira aula ao custo de R$30. Marinalva disse que a amiga expressou à ela o desejo de ser instruída dirigindo em avenidas de tráfego intenso e que gostaria de dirigir na área urbana na Rodovia Anchieta para, segundo ela, vencer o medo da direção.

Por causas ainda desconhecidas, a motorista perdeu o controle do veículo e invadiu as margens do córrego Aricanduva, onde não há guard rail, nem proteção alguma que pudesse evitar o progresso do veículo às aguas do córrego. Capotando na grama, o carro acabou afundando e, após tentativa de salvamento pelos soldados da Polícia Militar, mergulhadores do Corpo de Bombeiros foram acionados para resgatar as vítimas, já mortas, de dentro do automóvel.

Daíza era diarista, mãe de três filhas e mantinha um relacionamento estável com Evandro.

As cenas que seguiram às margens do córrego Aricanduva, na noite de ontem, eram de desolação completa. Agentes de trânsito da CET, policiais militares, bombeiros, jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e repórteres não compreendiam tamanha violência do trânsito que havia vitimado mais duas pessoas.

Ao chegar ao local com o marido de Daíza, uma  de suas filhas se desesperou e teve de ser amparada por policiais.

Aula de direção tem de ser dada por instrutor(a) credenciado(a) pelo Detran e a instrutora que dava as aulas para Daíza, segundo informações, não tinha cadastro no órgão mas trabalhou, até o ano passado, em um CFC (Centro de Formação de Condutores) quando deixou a auto escola para dar aulas particulares.  No entanto, ela não possuía um carro adaptado com duplo comando de pedais para que, numa eventualidade como a que aconteceu, pudesse agir no sentido de prevenir ou evitar a tragédia. As aulas eram aplicadas com os veículos dos próprios alunos.

Aula de direção clandestina: é tudo o que a cidade de São Paulo precisava para colocar seu trânsito, definitivamente, em total descontrole.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"Saidinha de banco" em alta, mas SSP desmente.

A Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo divulgou, ao final do mês de janeiro, as estatísticas sobre o índice de crimes em todo o Estado, no ano de 2010. Os dados revelaram redução em todos os delitos mas, na prática, não é bem o que vemos, pelo menos 'não' na modalidade "saidinha de banco".

Na tarde de ontem (21), André Luiz Dantas de Souza, um mecânico de 37 anos; foi assassinado em plena tarde numa das avenidas mais movimentadas de São Paulo, a Celso Garcia, no Tatuapé, zona leste da capital paulista. Souza esperava, em seu carro, por uma amiga que havia ido sacar dinheiro em uma agência do Banco Itaú quando foi surpreendido por um assaltante que, primeiramente, dirigiu-se à mulher na tentativa de subtrair-lhe a quantia sacada e, como ela correu de volta ao interior da agência para se refugiar, ele atirou contra ela e atingiu sua perna esquerda.

Vendo a movimentação, André Luiz, que aguardava a amiga com o carro ligado, tentou deixar o local mas foi alvejado por três tiros e morreu.  O criminoso disparou em André por não ter conseguido roubar o dinheiro que a mulher carregava, cerca de R$27mil.

Antes de subir na garupa de uma moto Falcon preta pilotada por seu comparsa, o assassino ameaçou pedestres apontando-lhes sua arma e fazendo menção de atirar. 

Segundo os primeiros dados levantados pela Polícia Civil, a mulher já entrou na agência portando, em sua bolsa, mais de R$7mil e foi monitorada por um homem que estaria envolvido com os outros dois bandidos. Naquela agência, ela sacou mais de R$19mil.

Por ter sido atingida com um tiro em sua perna, a dona de casa foi encaminhada para a  Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e, após passar por exames, foi operada para a retirada do projétil e não corre risco de morte. Registrado como roubo no 52º Distrito Policial (Parque São Jorge), o caso passou para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Um erro e uma grande ilusão...

O erro está nas operações de saques feitos pela mulher; é do conhecimento de qualquer um que, infelizmente, hoje em dia não se pode sacar grandes quantias em dinheiro pois as chances de ser assaltado(a) em uma "saidinha de banco" são muito grandes. Ao contrário do que relatou o Secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, à época da divulgação da queda nos índices de crimes no Estado; esta modalidade de crime é crescente, principalmente na capital. A redução deste crime, segundo as estatísticas, é que é a grande ilusão (ou será a "grande mentira"?). É isso!

Lição criminosa! Matemática contraventora.

Imagine seu filho chegando em casa e pedindo para que você o ajude em alguns cálculos matemáticos. No seu tempo era "aritmética", mas as fórmulas são as mesmas. A diferênça é que, lá no "passado", nossos professores usavam, quase sempre, doces como exemplos a darem idéias de quantidades.

Mas em uma escola estadual de Santos, litoral sul de São Paulo; o professor que leciona para alunos do primeiro ano do ensino médio (primeiro colegial ou primeiro ano do segundo grau, também no "passado"-rs) usa um expediente voltado à criminalidade quando compõe a síntese de seus problemas.

Dê uma olhada:
1) "Zaróio" tem um fuzil AK-47 com carregador de 80 balas. Em cada rajada, ele gasta 13 balas. Quantas rajadas poderá disparar?

2) "Biroka" comprou dez gramas de coca pura que misturou com bi­carbonato na proporção de quatro partes de pó e seis de bicarbonato. A seguir, vendeu seis gramas dessa mistura ao "Cascudo" por 150R$ e 16 gramas ao "Chinfra" por R$40 a grama. Então:
a) Quem comprou mais barato? Cascudo ou Chinfra?
b) Quantas gramas Biroka preparou?
c) Qual a % de cocaína na mistura?

3) "Jamanta" comprou 200 gramas de heroína e pretende revender com um lucro de 20% graças ao batismo com pó de giz. Qual a quan­­tidade de giz que deverá colocar?

4) "Rojão" é cafetão na Praça Mauá e tem três prostitutas que trabalham para ele. Cada uma cobra 35R$ do cliente, dos quais R$20 são entregues a Rojão. Quantos clien­tes terá que atender, cada pros­tituta, para comprar a dose diária de crack no valor de R$150?

5) "Chaveta" recebe R$500,00 por BMW roubada, 125R$ por carro japonês e 250 reais por veículos 4x4. Co­mo já puxou duas BMW e três 4x4, quantos carros japoneses terá que roubar para receber R$2.000,00?

- 6) "Pipôco" está na prisão por as­sassinato, pelo qual recebeu R$5mil. A mulher dele gasta, deste dinheiro, 75R$ por mês. Quanto dinheiro vai restar quando "Pipôco" sair da prisão, daqui a quatro anos?

O professor foi acusado de fazer apologia ao crime por abordar, em seus problemas, temas como tráfico de drogas, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo.

A denúncia foi feita pelos pais de uma aluna de 14 anos, da Escola Estadual João Octávio dos Santos, no morro do São Bento, periferia de Santos;  que se surpreenderam com os textos dos exercícios e, após procurarem a diretoria do colégio para relatar o fato, registraram boletim de ocorrência na DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes).

De acordo com o boletim de ocorrência, o professor foi chamado à sala da diretora e confirmou que havia aplicado tais questões, escrevendo-as na lousa, mas sem esclarecer sobre os motivos que o levaram a formular o exercício. Ele ainda teria dito ao padrasto da aluna que, como ela não havia respondido às questões em sala de aula,  não era mais necessário respondê-las. Tem um senso de humor muito exagerado este professor, só faltava ele dizer: "e eu ainda vou tirar 5 pontos dela por ela não ter me entregue os problemas respondidos".

O delegado titular da DISE, Francisco Garrido Fernandes, instaurou inquérito para apurar a ocorrência e o professor e a diretora da escola já estão sendo ouvidos. Se o professor "fanfarrão" for condenado por apologia ao crime, poderá receber punição de três a seis meses de detenção. “É um delito de menor potencial ofensivo e, se o juiz o condenar, pode aplicar pena de prestação de serviços”, explicou ele, respondendo que não tem conhecimento da existência de bandidos na cidade com os apelidos que o professor usou em seus "personagens".

Na contra-mão desta notícia, ainda há relatos de alunos que defendem o professor revelando que ele, além de dominar e saber ensinar a matéria de forma a se fazer entender, é muito extrovertido e bem humorado. E bota "humor" nisto.

Infelizmente a criminalidade faz parte do cotidiano de milhares de jovens e adolescentes em todo o país mas daí levá-la a todos, inserida em problemas de matemática cujos resultados serão, sempre, favoráveis aos criminosos; aí é loucura, para dizer pouco. É isso!

De novo choveu forte e, de novo, São Paulo parou!

Mais um dia de verão em que as chuvas torrenciais, que caem no meio ou no final das tardes, em São Paulo; transformam as vidas de motoristas, e até de pedestres, em um verdadeiro teste de resistência mental e psíquica. Difícil controlar a ira contra os administradores públicos e, principalmente, contra parte da população suja, que vive em São Paulo, quando vemos tudo alagado, quando nos vemos ilhados.

Novamente o céu escureceu por volta das 15hs e a aproximação do dilúvio era anunciada.

Da série "Mais do Mesmo", as mesmas ruas alagaram, outras tiveram alagamentos inéditos, outros pontos revelaram-se transitáveis e, os mais azarados, intransitáveis. 

Em razão da forte chuva, diversos bairros ficaram sem eletricidade. Entre os mais afetados estavam a Vila Mariana, Vila Maria, Mooca, Santana, Tremembé, Socorro e Tatuapé, de acordo com a concessionária AES Eletropaulo. O município de Diadema também ficou sem energia elétrica.

A razão para a interrupção no fornecimento de energia, segundo nota da AES, foram ventos, que ultrapassaram 100km/h, e raios que afetaram a rede aérea de eletricidade. Ainda segundo a empresa, até as 19h a energia já havia sido restabelecida em 55% das ocorrências.

Ontem (20), na zona oeste de São Paulo; uma mulher que orientava os frequentadores do Parque Villa-Lobos a se refugiarem em local seguro para não serem atingidos por descargas elétricas, a segurança Maria Aparecida Bueno, 45 anos, acabou sendo atingida por um raio. Ela está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas, respira com a ajuda de aparelhos e seu estado de saúde é grave.

Na rua Pedro Vicente, bairro da Armênia, região central de São Paulo; pedestres foram obrigados a disputar o asfalto com os carros já que a calçada estava completamente tomada por água e muito lixo. No cruzamento desta rua com a avenida Cruzeiro do Sul, o caos foi instaurado por motoristas insensatos que, adeptos da "lei de Gerson" (levar vantagem em tudo, sobretudo e sobre todos), fecharam os cruzamentos e, quando conseguiram, seguiram adiante mesmo com o semáforo fechado.

Por falar em semáforo: novamente eles entrarem em estado de inércia, bem como o órgão que os administra, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Durante a tempestade, dificilmente vê-se um agente, carinhosamente chamado de "marronzinho", apelido odiado por eles; orientando o trânsito ou tomando medidas de prevenção a acidentes. Mas é só parar de chover e eles retornam com seus talõezinhos e canetas, prontos para multar motoristas que, ilhados em algum ponto de alagamento da cidade, acabam excedendo o horário limite do rodízio e, por isso, são multados.

Mais de 40 pontos de alagamentos; mais de 300kms de lentidão; mais de 100 cruzamentos com semáforos desligados ou no "amarelo piscante"... Mais do mesmo. É isso!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Forças policiais de São Paulo reprimem como na ditadura.

Era para ser uma manifestação pacífica mas, o que se assistiu na região do Vale do Anhangabaú, na tarde e início da noite da última quinta-feira (17), foi uma batalha campal. Integrantes do Movimento Passe Livre e estudantes da cidade de São Paulo se reuniram para protestar contra o aumento das tarifas de ônibus, na capital paulista, que subiu de R$2,70 para 3R$, cerca de 5% acima da inflação.

Por volta das 17hs, acorrentados nas catracas que controlam o acesso ao interior do edifício sede da prefeitura paulistana, seis estudantes permaneciam sentados no chão, na esperança de serem recebidos pelo secretário adjunto da Secretaria de Transportes, Pedro Luiz de Brito Machado; o que não aconteceu.

Então, policiais militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana foram destacados para a prevenção de tumultos e depredações na região central, em decorrência da movimentação dos manifestantes; mas acabaram agindo como nos tempos de ditadura militar. Entraram em confronto agredindo, violentamente, estudantes, jornalistas, fotógrafos e vereadores, presentes no protesto. A confusão começou depois que os manifestantes tentaram derrubar as grades que isolavam a entrada da Câmara dos Vereadores, no centro de São Paulo.

Inicialmente, os manifestantes atiraram pequenos objetos e bexigas com água na direção das forças policiais. Objetos pequenos e bexigas com água que não poderiam ferir ninguém, certo? Mas foram reprimidos com bombas de gás lacrimogênio, gás pimenta e muita borrachada.

Os vereadores Juliana Cardoso, Donato e José Américo, ambos do PT, tentaram impedir que a PM revidasse da forma que revidou, mas a tentativa foi em vão e eles também acabaram vítimados pela fúria dos policiais.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou que "não é possível compreender e aceitar a violência usada, nesta quinta-feira, por manifestantes que protestam contra a tarifa do sistema de transporte público da cidade".

Ah vá... Atirar bexigas com água contra policiais é, sim, um ato de desrespeito; mas daí dizer que é violência... Nem no "Mundo Mágico de Oz" esta ação dos manifestantes seria vista como um ataque avassalador contra forças oponentes.

Os seis estudantes permaneceram acorrentados depois que o secretário de relações governamentais, Antônio Carlos Rizeque Maluf, afirmou não ser possível o agendamento de uma audiência com representantes da prefeitura e do movimento para discutir a revogação do aumento da passagem de ônibus na capital paulista.

Durante a manhã, integrantes do movimento se reuniriam com vereadores e o secretário Pedro Luiz de Brito Machado, mas, como ele não compareceu ao encontro, não houve negociação.

A organização do protesto espera concentrar 5.000 pessoas em frente à Câmara, depois de divulgar o ato pelas redes sociais da internet. Esta é a sexta manifestação feita pelo Movimento Passe Livre só neste ano.


A verdade é que o aumento não é apenas abusivo por estar 5% acima do índice de inflação do país, mas porque nosso transporte público é um lixo. Os ônibus são velhos, quebram, não possuem assentos adequados... enfim; não dá mesmo para pagar nem R$1 por uma passagem, imaginem 3 reais.

E também acho que não conquistamos, de verdade, a essência completa da tal "democracia". Ainda somos subjugados e proibidos de expressar nossas opiniões e nossas decepções com as atitudes inexplicáveis de nossos administradores, em pleno séc.XXI e, quando tentamos levar adiante nossas reivindicações, somos repreendidos com muita porrada, vendo nosso sangue escorrer pelo nosso corpo e pingar no asfalto enquanto somos arrastados por homens que deveriam nos proteger ou, pelo menos, evitar que entrássemos em ações de risco. É isso!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sem CNH e alcoolizado, homem mata casal, deixa filha órfã e é liberado...

...após pagar fiança de R$1mil. É exatamente isto que você acabou de ler!

Era por volta da 1h30 desta madrugada de sexta-feira quando o motorista Rosélio Alves Magalhães (40),  que vinha dirigindo seu Fiat Siena pela rua Frei Gaspar, no centro de São Bernardo do Campo (ABC paulista); teve seu veículo violentamente atingido por um Corsa que seguia pela avenida Faria Lima por um homem de 25 anos de idade, aparentemente, que não possui habilitação e apresentava síntomas de embriaguês. Um dos dois automóveis não respeitou o semáforo vermelho.

Com a colisão, frontal, o Siena acabou capotando e só parou depois de bater violentamente, com o teto, contra um poste. Rosélio e sua esposa, Cilene Teixeira Ribeiro (24), não resistiram e morreram, no local, poucos minutos depois.

No carro da família, que voltava de um hospital, também estava a filha do casal que, na tarde de ontem, havia sofrido uma queda, em sua escola, e reclamava de dores. A garota, de 9 anos, sofreu apenas ferimentos leves nas mãos. Ela foi retirada do carro pelo guarda civil Adriano Martins (32), que estava em um ponto de ônibus próximo ao cruzamento onde aconteceu a tragédia.

A filha do casal e o condutor do Corsa foram encaminhados ao hospital e ele, após ser medicado, foi conduzido ao 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo para prestar depoimento e ser submetido a exame de dosagem alcoólica no sangue. Depois destes procedimentos, o suspeito de ter causado o acidente foi autuado em flagrante por lesão corporal culposa, embriaguêz ao volante e homicídio culposo (quando não há a intenção de matar). Mesmo assim, ele foi liberado, após pagar fiança de R$1mil, e responderá ao processo em liberdade.

Existem muitas outras ocorrências e situações que demonstram o quanto nosso Código Penal é controverso, ultrapassado e injusto; mas esta tragédia acaba retratando, de forma fidedigna, o tamanho real da sensação de impunidade que nossas leis dão àqueles que as infringem.

No carro do motorista não habilitado, haviam muitas latas de cerveja, todas vazias, e ele ainda admitiu, aos policiais que atenderam a ocorrência, ter bebido antes de dirigir. Pagando a "pechincha" de 500 reais por cada vida que ele "assassinou" por conta de sua irresponsabilidade, o homem foi liberado para responder ao duplo homicídio em liberdade, deixando uma criança traumatizada e órfã de pai e mãe. Que país é este? É isso!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Oscar Roberto Godoi é internado em estado grave após assalto.

O ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godoi, atualmente comentarista esportivo; foi baleado, por volta das 21h50 desta quarta-feira (16), durante tentativa de assalto na zona oeste de São Paulo, no bairro de Perdizes.

Segundo os primeiros policiais militares que atenderam a ocorrência, Godoi foi encaminhado ao Hospital das Clínicas por uma viatura do SAMU e seu estado de saúde é grave, correndo, inclusive, risco de morte. Apesar de não confirmadas pela polícia, as primeiras informações dão conta de que o ex-juiz foi atingido por três tiros.

O violento episódio aconteceu na rua Diana, altura do nº 531. O Centro de Operações da Polícia Militar de São Paulo (COPOM), recebeu ligação informando que um homem, baleado, agonizava na calçada após reagir à suposta tentativa de assalto.

Neste momento, 0h10; Godoi passa por cirurgia no HC.

A violência em São Paulo é crescente e, ainda que estatísticas tentem "maquiar" a realidade, a impunidade concedida pela não investigação de crimes de roubos e assaltos contribui para o aumento das ações criminosas na capital paulista. Se os dados revelam uma diminuição, uma coisa é certa: o paulistano, descrente em sua polícia, desistiu de registrar boletins de ocorrência. Até porque, fazer isto, é uma tremenda prova de paciência. Quando o escrivão não está numa ocorrência, está jantando; o delegado está colhendo depoimentos sobre outro crime e vai demorar para atender; o sistema caiu (a clássica). Enfim; as dezenas de obstáculos que encontramos quando tentamos registrar um boletim de ocorrência nos desestimula a fazê-lo e, por isso, o índice de criminalidade cai, óbvio.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Temporal pára São Paulo e cidade anoitece as 3 da tarde.

Dos episódios da coleção "Mais do Mesmo", novo temporal paralisa, de novo, a maior cidade do Brasil!
Com o tempo quente, as instabilidades associadas à uma frente fria, que avança lentamente pela costa paulista, ganharam força e, nesta tarde, provocaram temporal em todas as regiões paulistanas.
A chuva começou por volta das 15h. Na Freguesia do Ó, as águas acumularam 13mm até às 16:30. Cada milímetro equivale a um litro de água por metro quadrado. 
Muita chuva também no Itaim Paulista, na zona leste, com 29mm. Em Cidade Ademar, zona sul da capital paulista, a chuva chegou mais tarde e, até às 16h30, o acumulado era de apenas 14mm. O temporal veio acompanhado de muitas descargas elétricas e rajadas de vento que ultrapassaram os 50Km/h. Até às 16h30 haviam 40 pontos de alagamentos, grande parte transitável e, a maioria, na zona leste. Houve registro de queda de granizo em pontos da zona sul paulista. Às 16h50, os radares meteorológicos já mostravam uma tendência de diminuição da chuva.
Além das dezenas de pontos de alagamentos espalhados por São Paulo, a chuva que atingiu a cidade  deixou pessoas ilhadas e prejudicou voos. Um raio atingiu a rede de trens e prejudicou a circulação. Uma árvore caiu sobre casas na zona leste de SP e, de acordo com a Infraero, o aeroporto de Congonhas, na zona sul, foi fechado para pousos e decolagens 16h12.
Toda a cidade foi colocada em estado de atenção para alagamentos pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da prefeitura.
No Ipiranga, o córrego, que leva o nome do bairro da zona sul, transbordou na altura da avenida Ricardo Jafet com a rua Coronel Diogo. No local, a chuva acumulada era de 75mm. Na Vila Mariana, uma casa desabou!
Na região central da cidade, centenas de ruas alagaram e muitos carros foram atingidos e arrastados pela fúria das águas. Na foto, enquanto carros boiavam na rua Frederico Steidel, uma pesada tampa de galeria era arrancada pela enxurrada.

Eram 15hs quando o céu escureceu rapidamente e a tarde abafada de São Paulo logo foi substituída pela "noite". Nas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, a iluminação dos postes foi acesa e todos os motoristas passaram a usar faróis baixos.

Dezenas de acidentes também prejudicaram o já tão transtornado trânsito paulistano, como este, da foto abaixo, que aconteceu na saída da avenida Elizabeth Condessa de Robiano, no Tatuapé, no acesso ao viaduto Engenheiro Alberto Badra, região da Aricanduva. O motorista Joaquim Renato Santana, 39 anos, reconheceu que entrou na curva em velocidade incompatível com o asfalto molhado e, aí, aconteceu o óbvio: a Kombí rodou e chapou no guard rail.